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Estilos de liderança e suas diferenças

Os principais estilos de liderança que temos – e vivenciamos – são aqueles onde o líder, além de possuir traços físicos, intelectuais, sociais e profissionais que o diferenciam e o conduzem à liderança, possuem a liderança centrada, democrática ou situacional.

Na liderança centrada, temos o líder autocrático, focado na produção. Para este estilo de liderança, quanto maior for a quantidade produzida, tanto melhor, independente de como sejam alcançados tais números. Neste estilo de liderança, o líder decide tudo sozinho, não participa ninguém de suas decisões, não colhe informações, não pede sugestões, não realiza reuniões de decisão. Sua opinião é a correta, seu ponto de vista é único e ele é o mais apto para decidir e conduzir a produção. Para este estilo de liderança, os liderados não têm capacidade para sugerir ou colaborar nas decisões. Para este líder, os liderados apenas devem entrar com o trabalho físico, não intelectual. Vivenciei situações assim na minha experiência profissional, onde o líder não ouvia as sugestões de ninguém, por vezes deixava seus pares falando sozinhos nas mesas de reunião. Não tinha opinião, tinha ordens, corretas ou não, decididas sem apoio ou conectividade com seus pares ou liderados. Como resultado, o ambiente era péssimo para trabalhar, as pessoas não davam à empresa aquilo que tinham de melhor – sua criatividade, seu intelecto. Trabalhavam e cumpriam ordens autocráticas, estando corretas ou não, independente se a produção seria de boa qualidade ou não. Cumpriam ordens de um líder autocrático.

Na liderança democrática, temos o líder que ouve tudo e todos, focado muito mais nas relações humanas do que na produção ou nos resultados propriamente ditos. Este estilo de liderança é aquele que ouve as partes, gerencia conflitos, mas não atua fortemente para que a empresa alcance aquilo que é esperado, alcance suas metas. O líder democrático permite que todos opinem e não decide nada sozinho. Este estilo de liderança, pela experiência que tenho, agrada aos colaboradores, que podem opinar, mas decisões rápidas, que necessitem de fluidez, são prejudicadas.

O estilo de liderança situacional é mais eficaz que as anteriores, pois a decisão do líder não é imperativa, embora seja formal, e os colaboradores participam das decisões. Este estilo de liderança é centrado na maturidade dos colaboradores da equipe, que atuam conforme a situação necessita. O líder situacional deve ser eficaz e inovador, ou seja, estar aberto à mudanças, a ouvir as sugestões e críticas de sua equipe, porém se posicionar quando necessário.

Por fim, pesquisei sobre liderança conectiva e o mecanismo de busca me jogou em definições e sites que falam apenas sobre conexões de rede, redes sociais e internet. Porém, a liderança conectiva não é apenas redes e internet. A liderança conectiva é aquela que estabelece conectividade e relacionamento com seus pares, com as pessoas, com os processos. Não apenas induz à conectividade, como também a explora a fim de obter os resultados necessários para a organização.

E como esta conectividade ocorre?

Através de combinações e associações entre líder e equipe, entre processos, entre pares, entre pessoas, visando alcançar resultados. O líder conectivo reúne a equipe em torno de objetivos comuns (conecta a equipe aos objetivos da empresa), incentiva a solução dos problemas (mais uma vez, conectando a equipe aos objetivos), incentiva que a equipe tenha autonomia para decidir acerca de suas áreas de atuação e fortalece pessoas das quais serão preparadas para serem seus sucessores, pois sucesso sem sucessor é fracasso. Vivencio esta situação em meu estágio de carreira e papel de liderança. Levo a equipe à focar nos objetivos da empresa, que são melhorar a produtividade, a qualidade e os prazos. Nestes itens, a equipe é estimulada e induzida a trabalhar em semi-autonomia em suas áreas de atuação (produção, processos, ferrametaria, manutenção, qualidade, recursos humanos), a decidir e deliberar sobre assuntos dentro da esfera de atuação TSA, o que os torna comprometidos com os resultados e com as soluções de problemas que atrapalhem sua performance. A liderança conectiva apresenta grandes resultados, pois trabalhamos com nossos pares focados no mesmo objetivo; a comunicação, por sua vez, flui melhor, menos ruidosa e tanto emissor quanto receptor se fazem entender.

Fonte: livro “Aspectos Comportamentais da Gestão de Pessoas” (FGV), associada a experiência de mais de vinte anos na área fabril.

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